A pirataria causa prejuízos bilionários todos os anos no Brasil e passam da casa dos trilhões na economia mundial. Todavia, pior do que isso é a experiência insatisfatória ou até nociva aos consumidores. Tendo em vista que 10% dos remédios consumidos no mundo são fruto de pirataria, o problema é de saúde pública. Nem todos os consumidores são bem informados sobre o que adquirem, por isso é importante saber como proteger seu cliente de qualquer situação negativa relacionada à sua marca. 

Outro agravante é que muitos consumidores não fazem ideia de que estão comprando um item que não é original. Neste caso, se o produto não for bom ou fizer mal a ele, automaticamente, a pessoa vai associar a qualidade à marca. 

Assim, qualquer experiência ruim de um cliente reflete na empresa, em sua reputação e, claro, em sua receita. 

Esses casos mostram, então, que pensar no seu consumidor sempre é uma forma de pensar em sua marca. Os protegendo do perigo, você protege também a imagem da sua marca. Como fazer isso? Educando seu cliente. 

Veja algumas ideias: 

  • Ensine as pessoas como identificar seus produtos e possíveis falsificações – comparações são bem-vindas; 
  • Reforce detalhes que apenas suas mercadorias têm, principalmente nas embalagens, como etiquetas especiais de segurança, alguma tecnologia bloqueadora, costuras etc.; 
  • Deixe claros os perigos que os itens piratas causam a eles, principalmente se o dano for de saúde ou se houver um risco grande à segurança; 
  • Dependendo do produto, é possível oferecer preço sugerido, assim, se o falsificador vender algo mais barato (o que costumam fazer), já pode ser identificado. 
  • Ofereça vouchers, descontos ou algum outro tipo de recompensa para clientes fiéis que denunciarem falsificações. Um sinal de gratidão, mesmo que pequeno, pode ajudar bastante os consumidores a sentir que seus esforços são valorizados. 

COMO PROTEGER SEU CLIENTE COM CONTEÚDO INFORMATIVO 

Criar conteúdo a respeito da marca, dos produtos e da atuação irregular de falsificadores é fundamental nesse processo de educação dos consumidores. Assim, uma página destinada à prevenção e instrução sobre falsificações pode ser criada para receber esses materiais. 

Alguns dos materiais com grande eficácia são:  

  •  Imagens de comparação entre os itens reais e falsificados para destacar os principais recursos distintivos; 
  • Infográficos com dados que mostrem as diferenças entre os dois tipos de produtos; 
  • Vídeos que comparem versões reais e falsas com informações complementares; 
  • Criar uma “lista negra” de falsificadores, distribuidores e varejistas que comercializam pirataria já identificado; 
  • Seja parceiro de possíveis tutores de informações, peça que seus clientes (e influencers, por que não?) compartilhem as informações que façam a diferença e ajudem outras pessoas a não serem enganadas. 

PRODUTOS MAIS NOCIVOS 

Algumas mercadorias são mais perigosas do que as outras no caso de consumo de itens piratas. Empresas comprometidas com o consumidor devem sempre se perguntar como proteger seu cliente desse consumo equivocado.  

Os produtos com mais riscos aos clientes em caso de falsificação são:  

Remédios – há medicamentos feitos com substâncias proibidas pelos órgãos de fiscalização ou até mesmo sem nenhum princípio ativo.  

Óculos de sol – podem ocasionar sérios problemas de visão, como o descolamento da retina.

Componentes automotivos – pastilhas de freio e rolamentos falsos podem ser os responsáveis por acidentes graves no trânsito.

Acessórios para bebês – chupetas e mamadeiras podem conter materiais tóxicos e brinquedos podem ter pedaços de plástico que levam a sufocamento.  

Cosméticos – existem maquiagens com metais perigosos como alumínio, arsênico e mercúrio, além de perfumes feitos com anticongelante e urina, podendo, todos, causar reações extremas. 

Compartilhe:

Deixe um comentário