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- 04 de dezembro de 2019
A pirataria causa prejuízos bilionários todos os anos no Brasil e passam da casa dos trilhões na economia mundial. Todavia, pior do que isso é a experiência insatisfatória ou até nociva aos consumidores. Tendo em vista que 10% dos remédios consumidos no mundo são fruto de pirataria, o problema é de saúde pública. Nem todos os consumidores são bem informados sobre o que adquirem, por isso é importante saber como proteger seu cliente de qualquer situação negativa relacionada à sua marca.
Outro agravante é que muitos consumidores não fazem ideia de que estão comprando um item que não é original. Neste caso, se o produto não for bom ou fizer mal a ele, automaticamente, a pessoa vai associar a qualidade à marca.
Assim, qualquer experiência ruim de um cliente reflete na empresa, em sua reputação e, claro, em sua receita.
Esses casos mostram, então, que pensar no seu consumidor sempre é uma forma de pensar em sua marca. Os protegendo do perigo, você protege também a imagem da sua marca. Como fazer isso? Educando seu cliente.
Veja algumas ideias:
- Ensine as pessoas como identificar seus produtos e possíveis falsificações – comparações são bem-vindas;
- Reforce detalhes que apenas suas mercadorias têm, principalmente nas embalagens, como etiquetas especiais de segurança, alguma tecnologia bloqueadora, costuras etc.;
- Deixe claros os perigos que os itens piratas causam a eles, principalmente se o dano for de saúde ou se houver um risco grande à segurança;
- Dependendo do produto, é possível oferecer preço sugerido, assim, se o falsificador vender algo mais barato (o que costumam fazer), já pode ser identificado.
- Ofereça vouchers, descontos ou algum outro tipo de recompensa para clientes fiéis que denunciarem falsificações. Um sinal de gratidão, mesmo que pequeno, pode ajudar bastante os consumidores a sentir que seus esforços são valorizados.

COMO PROTEGER SEU CLIENTE COM CONTEÚDO INFORMATIVO
Criar conteúdo a respeito da marca, dos produtos e da atuação irregular de falsificadores é fundamental nesse processo de educação dos consumidores. Assim, uma página destinada à prevenção e instrução sobre falsificações pode ser criada para receber esses materiais.
Alguns dos materiais com grande eficácia são:
- Imagens de comparação entre os itens reais e falsificados para destacar os principais recursos distintivos;
- Infográficos com dados que mostrem as diferenças entre os dois tipos de produtos;
- Vídeos que comparem versões reais e falsas com informações complementares;
- Criar uma “lista negra” de falsificadores, distribuidores e varejistas que comercializam pirataria já identificado;
- Seja parceiro de possíveis tutores de informações, peça que seus clientes (e influencers, por que não?) compartilhem as informações que façam a diferença e ajudem outras pessoas a não serem enganadas.
PRODUTOS MAIS NOCIVOS
Algumas mercadorias são mais perigosas do que as outras no caso de consumo de itens piratas. Empresas comprometidas com o consumidor devem sempre se perguntar como proteger seu cliente desse consumo equivocado.
Os produtos com mais riscos aos clientes em caso de falsificação são:
Remédios – há medicamentos feitos com substâncias proibidas pelos órgãos de fiscalização ou até mesmo sem nenhum princípio ativo.
Óculos de sol – podem ocasionar sérios problemas de visão, como o descolamento da retina.
Componentes automotivos – pastilhas de freio e rolamentos falsos podem ser os responsáveis por acidentes graves no trânsito.
Acessórios para bebês – chupetas e mamadeiras podem conter materiais tóxicos e brinquedos podem ter pedaços de plástico que levam a sufocamento.
Cosméticos – existem maquiagens com metais perigosos como alumínio, arsênico e mercúrio, além de perfumes feitos com anticongelante e urina, podendo, todos, causar reações extremas.